Um grave caso de violação da confiança pública abalou a pequena cidade de Bom Princípio do Piauí, distante 51 km da capital Teresina. Um conselheiro tutelar, que deveria zelar pela proteção de crianças e adolescentes, foi indiciado por importunação sexual e afastado de suas funções após ser flagrado espiando uma adolescente de 15 anos durante o banho.
O incidente, confirmado pela Secretaria de Assistência Social do município na quinta-feira (15/05), expõe uma situação alarmante envolvendo justamente um agente público que tinha como missão proteger menores de idade.
DA CONFIANÇA À VIGILÂNCIA ELETRÔNICA
De acordo com informações reveladas pelo delegado Herbster Santos, responsável pela investigação, o conselheiro foi conduzido à delegacia de Buriti dos Lopes por volta das 11h00 da quinta-feira. Após os procedimentos legais, retornou para sua residência aproximadamente às 17h00, já utilizando dispositivo de monitoramento eletrônico.
"Atualmente ele permanece em sua casa sob vigilância constante por meio da tornozeleira", explicou o delegado.
O processo segue em andamento sob sigilo judicial para preservar a identidade da vítima.
LEIA TAMBÉM
Polícia Civil desmonta esquema de roubo e venda ilegal de carros em Teresina
Ataque cibernético atinge rede de farmácias e paralisa operações em Teresina
TRAIÇÃO DA CONFIANÇA FAMILIAR
O episódio torna-se ainda mais perturbador quando se considera que o funcionário público mantinha laços estreitos com a família da adolescente, frequentando sua residência e desfrutando de total confiança dos responsáveis.
Durante uma visita à casa da jovem, o conselheiro aproveitou-se da situação para tentar observá-la durante o banho.
"Ele se posicionou em outro banheiro e chegou a danificar o suporte de toalhas quando percebeu que havia sido descoberto pela adolescente", detalhou o delegado Santos.
DENÚNCIA PARTIU DE OUTROS CONSELHEIROS
Um aspecto relevante do caso é que a denúncia foi formalizada por outros membros do Conselho Tutelar junto à Delegacia de Buriti dos Lopes, demonstrando compromisso com a ética profissional por parte da instituição.
"Estamos diante de um indivíduo que, teoricamente, deveria ser um agente de proteção. Não é o Conselho Tutelar como instituição que está sendo questionado, mas sim a conduta específica de uma pessoa que aparentemente agiu em desacordo com o juramento feito ao assumir o cargo", enfatizou o delegado.
O caso segue em investigação, com o suspeito afastado de suas funções e sob monitoramento constante das autoridades.