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Dr. Pessoa tem uma chance nestas eleições, mas fora da política

Tempo, ainda tem. Ferramentas, estão todas lá. Basta ter a coragem de fazer. E aí, Dr. Pessoa? Aceita?

06 de julho de 2022, às 10:00 | Douglas Cordeiro

Grupo político rachado, gestão com poucos resultados e baixa popularidade. Dr. Pessoa vive nesta encruzilhada que foi se desenhando desde que tomou posse. As promessas de campanha ficaram no palanque eleitoral. Os problemas foram acumulando e as soluções cada vez mais distantes.

Historicamente, o prefeito de Teresina sempre teve peso político e seu apoio disputado nas eleições estaduais. Agora, a situação é outra. Ninguém faz o questão de carregar tanta rejeição na sua campanha, nenhum dos candidatos, nenhum mesmo, manifesta publicamente que deseja o apoio do chefe do executivo do maior colégio eleitoral do Piauí. Sinais da decadência de uma administração atrapalhada, sem resultados, que não tem unidade, onde todos falam e ninguém tem razão. Suas aparições públicas, como a recente visita a Câmara Municipal de Teresina, não passam de simples conversas, sem resultados práticos, resultando em entrevistas que não dizem nada com coisa nenhuma.

Dr. Pessoa insiste na terceira via nesta eleição. Poderia ser o protagonista, mas transformou-se em um mero coadjuvante que agora tem que escolher um dos nomes lançados correndo o risco de não agregar nada ao nome escolhido.

A situação é crítica, mas pode ser transformada no começo de uma nova história. Estamos em uma campanha eleitoral, classe política não fala em outra coisa só que o prefeito de Teresina pode falar em outra coisa.

Uma reunião com a equipe, levantamento de todas realizações feitas até aqui e a definição do que precisa ser resolvido. Uma espécie de “Plano de Metas” para a capital. Enquanto o assunto é política, o prefeito fala de trabalho. Convoca a imprensa, ampla divulgação, com a presença do secretariado, cada um reforçando o desafio da sua área. Na articulação política, João Henrique é o nome para estreitar os contatos, dialogar, manter conversas com o legislativo, consolidando uma base de apoio e cuidando dos interesses do município em Brasília, que ele conhece também. A comunicação deve ser mais agressiva, profissional, com divulgações sólidas, mostrando a execução das obras, através dos veículos de imprensa e diretamente com a população. É claro que mudar a imagem de um governo tão desgastado, não é simples como foi descrito. É apenas uma semente, um ponto de partida, o início de uma jornada que pode colocar o atual comandante do Palácio da Cidade no jogo político de novo.

Parece confuso, afastar-se da política para depois voltar a ela. Muitas vezes, para dá um passo à frente, é preciso dois para trás.

Tempo, ainda tem. Ferramentas, estão todas lá. Basta ter a coragem de fazer. E aí, Dr. Pessoa? Aceita?

A chance da reviravolta / FOTO: Reprodução Facebook


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