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O ano é das "vias eleitorais" e não das "vias públicas". Ônibus é detalhe

Hoje, não tem nada de diferente, é só um “vale a pena ver de novo”, com outros atores e o mesmo enredo

21 de março de 2022, às 09:00 | Douglas Cordeiro

Teresina começa a semana com mais uma greve de ônibus e a vida do teresinense, que depende dos ônibus que circulam na capital, vai ficar mais complicada do que costuma ser.

Não é de hoje que a qualidade do transporte público é motivo de reclamação dos usuários e incontáveis debates na imprensa onde prevalece uma guerra de versões entre poder público, empresários e funcionários no sistema.

Uma licitação foi realizada, com regras mais rígidas e a proposta de um sistema de integração moderno, baseado em modelos de sucesso em diversas cidades do Brasil.

O processo licitatório foi vencido pelas mesmas empresas, a estrutura da integração foi montada, mas o sonho de um transporte com mais conforto, segurança e pontualidade, nunca saiu do papel.

Com a pandemia, a qualidade do transporte piorou e depender de ônibus em Teresina virou sinônimo de pesadelo. Os veículos diminuíram, viagens sendo interrompidas por falta de combustível e várias paralisações.

Hoje, não tem nada de diferente, é só um “vale a pena ver de novo”, com outros atores e o mesmo enredo. Motoristas e cobradores cobram do SETUT, que cobra da prefeitura de Teresina, que cobra do SETUT, que diz que não recebe....

Enquanto isso, o problema persiste, as promessas continuam e nada muda, principalmente em um ano de eleição, quando todos os esforços estão voltados para as “vias eleitorais” e não para as “vias públicas”, por onde passam ou deixam de passar os ônibus.

Quem resolve?


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