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Redes sociais vigiadas nas eleições. O início de um ambiente mais saudável

Esta eleição será a mais influenciada pelas redes sociais, que se tornaram o foco principal dos ministros do Justiça Eleitoral

23 de março de 2022, às 10:00 | Douglas Cordeiro

A eleição deste ano será um grande teste para a Justiça Eleitoral no Brasil. As polêmicas envolvendo o uso das redes sociais, acendeu o “sinal amarelo” sobre o que pode ocorrer, em escala maior, na eleição deste ano.

Esta eleição será a mais influenciada pelas redes sociais, que se tornaram o foco principal dos ministros. Não é nenhum exagero. Como todos sabem, uma campanha é feita da construção e desconstrução de imagens e estes meios são perfeitos para estas estratégias.

Pensando nisso, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), discutiram e definiram regras rígidas para o uso dos aplicativos que estão sendo obrigados a colaborar com a legislação brasileira. Um exemplo deste “olhar especial”, é o recente bloqueio do Telegram.

O acompanhamento acontecerá em tempo real, com o auxílio de profissionais especializados e alta tecnologia. As redes sociais também estão colaborando e vão trabalhar junto com o TSE no combate a perfis falsos, uso de robôs, disseminação de notícias mentirosas e disparo automático de mensagens.

Claro, candidatos e eleitores já começaram a pregar a narrativa de perseguição, que os ministros estão criando amarras para determinados grupos políticos, prejudicando uns e beneficiando outros. O tempo vai dizer se isto é verdade ou se a iniciativa se mostrou eficiente.

Mas existe um outro aspecto neste contexto. Este sim, merece nossa atenção porque trata-se de uma necessidade, o controle dos excessos praticados nas redes sociais. Talvez estejamos assistindo o início de um processo de decantação mudando a imagem destes aplicativos de “áreas de conflito” para ambientes mais saudáveis, garantindo a liberdade de expressão com todos entendendo que é preciso haver debate, discordância e principalmente, respeito.

Regras mais rígidas / FOTO: Grupo Repórter


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